O presidente da TAM S.A., Marco Antônio Bologna, afirmou nesta terça-feira que, caso o projeto de lei que amplia para 49% a possibilidade de participação estrangeira em empresas de transporte aéreo for aprovado no Congresso, será aumentada a fatia estrangeira na empresa.
A fusão entre TAM e LAN e a criação da holding Latam foram anunciadas na última sexta-feira. Segundo ele, 80% do capital votante da empresa será brasileiro, piso determinado pela legislação. O restante será controlado pela holding Latam.
“Caso, no curso de implementação dessa fusão, esse capital seja aumentado, a gente adaptará para a situação vigente na época. Caso isso não aconteça, iremos estruturar a operação mantendo a regra atual”, afirmou Bologna.
Ele esteve reunido nesta tarde com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, para uma visita de cortesia. Estava também na reunião o presidente da TAM Linhas Aéreas, LÃbano Barroso.
Os empresários estão confiantes que em seis a nove meses todos os órgãos reguladores irão aprovar a fusão, já que não há, na visão deles, nenhum impedimento legal para a operação.
Sobre a holding Latam, os empresários detalharam que a famÃlia brasileira Amaro deterá 13,5% das ações, e a famÃlia chilena Cueto 24%, formando o bloco de controle. O restante ficará nas mãos de acionistas não controladores.
Bologna falou a jornalistas ainda que o movimento de fusão entre companhias aéreas é uma tendência global, que a LAN e a TAM estão antecipando na América Latina.
Fonte: Folha Online



